Como mapear os dados pessoais da sua ONG: inventário simples para a LGPD
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Como mapear os dados pessoais da sua ONG: inventário simples para a LGPD

3 min de leitura

Pontos-Chave sobre o Inventário de Dados

  • Não se protege o que não se conhece: o inventário é o ponto de partida.
  • Uma tabela simples basta: dado, finalidade, local, acesso e prazo.
  • Finalidade e necessidade orientam o que coletar e o que descartar.
  • O inventário envelhece: revise quando um projeto novo começar.

Por que começar pelo mapa

Muitas ONGs começam a LGPD escrevendo uma política de privacidade e só depois descobrem que dados pessoais estão em planilhas esquecidas, grupos de mensagens e pastas de celulares de voluntários. A LGPD tem como princípios a finalidade e a necessidade: o tratamento deve ter propósito legítimo e se limitar ao mínimo necessário (art. 6º). Fonte: Lei nº 13.709/2018. Para aplicar isso, é preciso saber o que existe.

Monte uma tabela com seis colunas

ColunaPergunta que responde
DadoQue informação é coletada? (nome, CPF, telefone, foto, saúde)
TitularDe quem? (atendido, voluntário, doador, funcionário)
FinalidadePara que serve?
Onde ficaSistema, planilha, papel, celular, e-mail
Quem acessaQue funções e pessoas
PrazoPor quanto tempo será guardado

Preencha por área da organização: atendimento, financeiro, voluntariado, captação, comunicação. Cada área tende a ter dados que as outras desconhecem.

O que normalmente aparece

  • cadastro de atendidos e famílias, incluindo dados de crianças;
  • listas de presença e fotos de atividades;
  • cadastro de doadores e comprovantes;
  • fichas de voluntários e termos de adesão;
  • dados de funcionários e candidatos;
  • contatos em grupos de mensagens.

Dados sobre saúde e outros temas sensíveis, e dados de crianças e adolescentes, pedem atenção especial. Veja dados sensíveis de famílias atendidas e dados de crianças e adolescentes.

Pergunte: precisamos mesmo disso?

Para cada linha, questione a finalidade. Se ninguém usa o dado, deixe de coletá-lo. Se ele só serve a um projeto encerrado, avalie o descarte conforme a política de retenção.

Aponte riscos à medida que mapeia

Ao preencher a coluna "onde fica", marque o que for arriscado: planilha sem senha, pasta compartilhada com todos, conta de e-mail usada por várias pessoas. A LGPD exige medidas de segurança proporcionais ao risco (art. 46). Veja contas compartilhadas e riscos.

Mantenha vivo

Designe uma pessoa responsável pelo inventário e revise-o quando começar um projeto, mudar de ferramenta ou receber um novo tipo de dado. Para um roteiro geral, veja o guia de conformidade com a LGPD.

Diferencial do Nexus Social: concentrar o cadastro em uma base com perfis de acesso reduz o número de lugares onde dados pessoais ficam espalhados.

Perguntas Frequentes

Preciso de consultoria para fazer o inventário?

Não necessariamente. Uma tabela simples, preenchida com a equipe, já ajuda. Para casos complexos, procure apoio jurídico.

Quanto tempo leva?

Depende do tamanho da organização. Comece por uma área e expanda.

O inventário substitui a política de privacidade?

Não. Ele alimenta a política, que precisa refletir o que a organização realmente faz.


Quer reduzir os lugares onde os dados ficam espalhados? Agende uma demonstração ou conheça o Nexus Social.


Fontes e Referências

Sistema de Gestão para o Terceiro Setor

Uma base única para ONGs e OSCs — CRM social, captação, jornada do participante, MROSC, ESG, LGPD e insights. Substitua planilhas por uma base única.

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Escrito por Equipe Nexus

Equipe Nexus Social dedicada a compartilhar conhecimento e tecnologia para o fortalecimento do terceiro setor.