Como organizar os atendimentos de assistentes sociais e psicólogos em uma ONG
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Como organizar os atendimentos de assistentes sociais e psicólogos em uma ONG

3 min de leitura

Pontos-Chave sobre Atendimentos Técnicos

  • Sigilo profissional é dever e o sistema precisa respeitá-lo.
  • O registro técnico é do profissional; a gestão precisa saber que o atendimento existe, não o que foi dito.
  • Guarda e acesso seguem regras de cada profissão.
  • Encaminhamentos devem ser registrados para dar continuidade ao cuidado.

O desafio: registrar sem expor

Uma ONG com assistente social e psicólogo reúne duas profissões regulamentadas, cada uma com código de ética e dever de sigilo. A gestão, por sua vez, precisa saber se os atendimentos acontecem, quantas pessoas são acompanhadas e se há fila. A saída é separar o fato do atendimento (data, profissional, tipo) do conteúdo técnico. O primeiro a gestão pode ver; o segundo é do profissional e de quem ele autorizar.

O sigilo como ponto de partida

O Código de Ética do Assistente Social trata o sigilo como direito do usuário e dever do profissional, nos arts. 15 a 17. Fonte: CFESS — Código de Ética. Para a Psicologia, consulte as normas do Conselho Federal de Psicologia sobre documentos e registros e confirme prazos de guarda com o conselho regional.

O que se escreve num atendimento não deve circular em planilhas abertas, grupos de mensagens ou relatórios gerais.

Três camadas de informação

CamadaO que contémQuem acessa
Existência do atendimentoData, profissional, tipo, situaçãoGestão e equipe, conforme necessidade
Registro técnicoEscuta, avaliação, evoluçãoProfissional responsável e quem ele autorizar
EncaminhamentoDestino e resultadoEquipe que acompanha o caso

Assim a coordenação acompanha volume e prazos sem ler o conteúdo. Veja prontuário digital e LGPD e prontuário SUAS e registros do acompanhamento familiar.

Agenda, fila e continuidade

Dois problemas são frequentes: pessoas esperando sem saber quando serão chamadas, e acompanhamentos que se perdem quando o profissional sai. Registre a demanda e a data de entrada na fila, organize a agenda por profissional com registro de falta, anote quem atendeu por último e o que ficou combinado. Veja CRM no atendimento social.

Encaminhamentos: fechar o ciclo

Encaminhar a outro serviço só resolve se alguém acompanha o retorno. Registre para onde, quando, quem encaminhou, se a pessoa chegou e o resultado. Sem isso, o encaminhamento vira promessa. Veja como funciona a rede socioassistencial.

Acesso e rastreabilidade

A LGPD define dado sensível (art. 5º, II) e exige medidas de segurança (art. 46). Fonte: Lei nº 13.709/2018. Adote perfis por função, registro de quem consultou cada prontuário e login individual. Veja controle de acesso e permissões.

Diferencial do Nexus Social: o conteúdo técnico de acompanhamentos confidenciais fica restrito aos profissionais responsáveis; a gestão vê a existência e o estado do atendimento.

Perguntas Frequentes

A coordenação pode ler os registros dos profissionais?

Em regra, o conteúdo técnico pertence ao profissional e ao seu sigilo. A coordenação precisa de indicadores e prazos. Defina isso em política escrita.

Posso usar a mesma planilha para os dois profissionais?

Não é recomendável: amplia o acesso além do necessário.

Quem guarda o prontuário se o profissional sair?

A responsabilidade envolve profissional e instituição. Defina antes o procedimento de custódia.


Quer um registro que respeite o sigilo e dê visão à gestão? Agende uma demonstração ou conheça o Nexus Social.


Fontes e Referências

Nexus Social — Software de Gestão para o Terceiro Setor

Plataforma completa para ONGs e OSCs em uma base única integrada: CRM social, captação de recursos, jornada do participante, MROSC, ESG, LGPD e insights preditivos.

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Escrito por Equipe Nexus

Equipe Nexus Social dedicada a compartilhar conhecimento e tecnologia para o fortalecimento do terceiro setor.